quarta-feira, 22 de junho de 2011

VACINA ANTI-CÂNCER: RINS E PELE

Boas notícias!!!

Já existe vacina anti-câncer (pele e rins). Foi desenvolvida por cientistas médicos brasileiros, uma vacina para estes dois tipos de câncer, que se mostrou eficaz, tanto no estágio inicial como em fase mais avançada.
 A vacina é fabricada em laboratório utilizando um pequeno pedaço do tumor do próprio paciente. Em 30 dias está pronta, e é remetida para o médico oncologista do paciente.
Nome do médico que desenvolveu a vacina: José Alexandre Barbuto

 Hospital Sírio Libanês - Grupo Genoma.
Telefone do Laboratório: 0800-7737327 - (falar com Dra. Ana Carolina ou Dra.Karyn para maiores detalhes)
Divulguem esta vitória da medicina genética brasileira!  Alguém pode  estar precisando!

Rosana Simpson

VOCÊ SABE QUEM É ODILON DE OLIVEIRA?

Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados. Oliveira é juiz federal em Ponta Porã , cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade. Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta. Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens. Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade. 'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'
Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.
Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares , 3 mansões - uma, em Ponta Porã , avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.
Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada..'  
Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai com a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.'
Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.

Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança.'
Este é o cara e merece nossos aplausos!
Por acaso a mídia noticiou essa bravura que o brasil precisa saber? Não, agora se ele fosse um BBB...
 ou jogador de futebol... Apareceria em tudo!
Este sim, é um verdadeiro brasileiro!!!!
Divulguem para o exterior para que vejam como é feita a "Justiça" no Brasil.
Rosana Simpson

segunda-feira, 13 de junho de 2011

TORRE MALAKOFF - ECLIPSE DA LUA


Eclipse da Lua:
No dia 15 de junho de 2011, quarta-feira, ocorrerá um Eclipse Total da Lua que será visto no Recife e em todo o Brasil a partir das 17 horas até às 18:30 horas. Após o Eclipse, a Lua continuará cheia e bela como sempre e será contemplada com Lunetas, Telescópios e a “olho nu” do Observatório da Torre Malakoff com apoio de Astrônomos de diversas entidades e instituições. Um eclipse é um fenômeno natural que ocorre quando a Terra, a Lua e o Sol estão em um alinhamento especial.

A FUNDARPE, A Torre Malakof, a Sociedade Astronômica do Recife, O Espaço Ciência/SECTEC, a CECINE/UFPE e Núcleo de Ensino a Distância – EaD/UFRPE estarão disponibilizando monitores todas as sextas-feira e domingos, das 16 horas até as 19 horas, para no Observatório contemplarem o Céu com suas Constelações, Planetas, Estrelas, e todos os seus “mistérios” e maravilhas cósmicas. Haverá, também, vídeos-debates, minicursos, palestras e mesas-redondas sobre temas variados da ciência (Astronomia, Astrologia, Ufologia, Mitologia, etc).


Rosana Simpson

quarta-feira, 25 de maio de 2011

FUNDARPE PROMETE PAGAR CREDORES

Débitos que fazem aniversário

Em nova gestão, Fundarpe se compromete a pagar a todos os credores até o fim deste mês

Por Carolina Santos

carolinasantos.pe@dabr.com.br 

Casarão da Aurora abriga Secretaria de Cultura e Fundarpe. Foto: Lais Telles/Esp. DP/D.A Press

"Muito obrigada por sua paciência, Alessandra". A frase de despedida se repete há mais de dois anos toda vez que a cantora Alessandra Leão liga para a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) em busca de informações sobre dois cachês que o órgão lhe deve. Desde 2009, as dívidas da Fundarpe se tornaram anedóticas: elas completam aniversário. Alessandra é credora em dois projetos. O primeiro, um disco em homenagem ao artista popular Biu Roque, está com dois anos e um mês; o segundo, de avaliação dos projetos do edital do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), completou um ano. "Biu Roque morreu e não viu o disco pronto, enquanto artistas de fora recebem cachês exorbitantes. É um discurso muito truncado do governo, quais as prioridades dessa tal Nação Cultural?", questiona a cantora.
Histórias como a dela se repetem em todas as áreas. Em outubro de 2009 a poetisa Clara Angélica foi convidada para levar seu projeto Livros andantes para a Bienal do Livro de Pernambuco. O custo era de R$ 60 mil. A Fundarpe deu um adiantamento da maior parte do dinheiro, mas ficou de pagar em 15 dias os R$ 5,1 mil que seriam para os cachês dos agentes literários de Amaraji, cidade que sedia o projeto. Até hoje o dinheiro não foi pago. "No ano passado entreguei toda a documentação, inclusive com o relatório fotográfico do evento. Não obtive resposta. Os agentes ligam, cobram, querem receber o dinheiro deles", lamenta Jô Conceição, produtora do projeto. Na semana passada, veio uma esperança. "Estive lá na Fundarpe e disseram que até o fim do mês devo receber o resto do pagamento. Foi a primeira vez que deram uma data certa", conta Jô.
O prazo que ela recebeu é o que a nova gestão da Fundarpe, que assumiu em meados de fevereiro, estabeleceu para quitar todas as dívidas da administração passada. De acordo com o órgão, nos últimos meses cerca de 300 credores já receberam o dinheiro que o órgão público lhes deve. "Falta pagar 298 credores, o que representa, em dinheiro, cerca de 50% da dívida de R$ 18 milhões da Fundarpe", explica a diretora de gestão, Sandra Simone Santos. Para quitar as dívidas, uma força-tarefa formada por quatro funcionários se dedica exclusivamente às burocracias dos processos de pagamento.

Severino Pessoa,é presidente da Fundarpe
O novo presidente do órgão, Severino Pessoa, afirma que a Fundarpe trabalha agora para implantar um prazo de pagamento entre 15 e 45 dias. "Os artistas que trabalharam no festival Nação Cultural na Mata Norte, ocorrido em abril, já estão sendo pagos", garante o secretário, lembrando que as exigências para pagamento são as mesmas da gestão passada. Ou seja, muita burocracia. "São exigências legais, já que somos uma instituição pública", esclarece o presidente. "Até 2006 a Fundarpe executava um orçamento abaixo de R$ 30 milhões. Na gestão Eduardo Campos esse número quadriplicou: no ano passado o orçamento foi de R$ 120 milhões, incluindo a dívida. É um volume muito grande em pouco tempo. É comum, na esfera pública, que dívidas de um ano sejam pagas no outro. O dinheiro estava garantido, o atraso ocorreu por uma questão operacional", justifica Pessoa.

Em novembro do ano passado, a Fundarpe divulgou que a dívida com artistas e produtores era de R$ 3.258.700,32. Quando a nova equipe assumiu, fez um levantamento e chegou ao valor superior aos R$ 18 milhões. Para pagar a dívida da Fundarpe, o governo do estado transferiu mais de R$ 15 milhões para o órgão. O dinheiro restante já estava no caixa. Apesar de evitar comparações em relação à gestão anterior, Severino Pessoa afirma que, de agora em diante, as dívidas serão pagas no prazo, sem direito a aniversário. "Quem vem depois tem a vantagem de adquirir a experiência da gestão anterior", pondera.


Reforma de funções

A nova configuração da Fundarpe e da Secretaria de Cultura é o principal indício de que o problema dos pagamentos de cachês será realmente resolvido. Se antes a Fundarpe concentrava praticamente todas as ações da política cultural do estado, agora fica só com a execução. Reformulada, a Secretaria de Cultura funciona planejando as ações, com diretorias específicas para cada setor da cultura. Tanto a Fundarpe quanto a Secretaria funcionam no mesmo casarão na Rua da Aurora, o que favorece o diálogo entre os integrantes das instituições. As reformas ainda estão sendo feitas para abrigar os funcionários das duas instituições, como um novo sistema de ar-condicionado, ao custo de R$ 300 mil.

O organograma da Secretaria de Cultura mudou, com a criação de novas diretorias e coordenadorias. Entre elas está a de Políticas Culturais, comandada por Carlos Carvalho, que tem como objetivo implementar, por meio das coordenadorias, a formulação, discussão e articulação das políticas culturais do estado, além de dar orientação e apoio às diversas linguagens culturais. São nove coordenadorias: artesanato, audiovisual, artes plásticas, música, moda, literatura, fotografia, arte popular e artes cênicas.

Na Fundarpe, houve a criação da Diretoria de Produção, que fica responsável por acompanhar eventos como feiras, festivais e outras ações desenvolvidas pela Secretaria de Cultura/Fundarpe.
Clique aqui e baixe o organograma das instituições.



"Pretendo investir na agilização dos editais" . Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press

Entrevista >> Fernando Duarte

Arte e política na cabeça

Secretário de Cultura, o artista plástico Fernando Duarte, quer usar a burocracia em favor das ações democratizadas no setor

O engenheiro e artista plástico Fernando Duarte, 52 anos, filiado ao PT, está no cargo de Secretário de Cultura do estado desde janeiro de 2011. Nesta entrevista, a primeira concedida à imprensa ocupando o gabinete de secretário (instalado no primeiro andar do prédio da Fundarpe), Duarte comenta sobre suas ações iniciais junto ao novo órgão - efeito político da controversa despedida da ex-presidente da Fundação, Luciana Azevedo.

Militante do movimento estudantil; ex-funcionário do Banco do Brasil e integrante do movimento sindical nos anos 1980, o secretário, segundo autodefinição, não é "um neófito na questão da estrutura do estado": foi presidente da Fundação de Cultura da Cidade do Recife (durante gestão João Paulo), e atuou como assessor executivo da atual secretaria municipal de Cultura.

"Estou o todo tempo pensando sobre políticas públicas para cultura, promovendo debates e levando toda essa experiência anterior. Sou um militante político e um militante das artes. Todas as minhas habilidades (tudo o que eu fiz até hoje) estão sendo empregadas aqui e minha experiência burocrática me ajuda a pensar que os processos administrativos têm que estar a favor: a burocracia não é contra a cultura", avalia.

"Quando se trata de dinheiro público temos que ter o cuidado da prestação de contas e de
ser extremamente democráticos"

Fernando Duarte,
Secretário de Cultura
do estado de Pernambuco
Na sua visão, qual o papel do estado em relação à Cultura?
Em um estado que é hegemônico na cultura como é Pernambuco, é evidente que o estado (como um todo) é fundamental enquanto complemento, ou suporte, para formação de público; na formação profissional; assim como na construção de uma estrutura para o campo. São coisas que estamos construindo. O governo do estado, especificamente, tem uma importância maior ainda no processo. Por exemplo, temos os três ciclos muito fortes (um carnaval consolidado; um São João que acontece em todos os 185 municípios; assim como o Natal, com seus pastoris, bois, presépios.), enfim, somos um estado importantíssimo na música, nas artes plásticas, na literatura e particularmente, não concebo a cultura acontecendo fora do território: o território é fundamental para a função cultural, principalmente para a grande característica de nossa cultura que são os acontecimentos presenciais (como é a música, a dança e as manifestações populares).

É possível diminuir a burocracia dos editais?
Pretendo investir bastante na agilização das seleções e na possibilidade de capacitação em todo o estado. O edital é uma forma de você fazer as coisas acontecerem, mas quando se trata de dinheiro público temos que ter o cuidado da prestação de contas e o cuidado de ser extremamente democráticos (possibilitando que todas as pessoas tenham acesso aos editais). É verdade que eles não precisam ser complicados e podem ser mais simples (em seus critérios, suas comissões, seus julgamentos), ainda que não dê para simplificar nas prestações de contas (naquilo que a legislação exige). Então, o que eu penso que pode funcionar como uma contrapartida? A formação dos produtores e agentes culturais. Até pouco tempo, a cultura era feita no balcão: não precisava de edital. Mesmo assim, apesar de ser uma coisa nova, hoje já há produtores gabaritados, que fazem um projeto num piscar de olhos. É uma questão de tempo, é como dominar as regras de um jogo, que parecem difíceis no começo, mas depois vira rotina.

Como se deu a criação da Secretaria de Cultura? Como foi distribuição de papéis com a Fundarpe (anteriormente subordinada à Secretaria de Educação)?
O governador Eduardo Campos deu status de secretaria à cultura. Já existia a Fundarpe, fazendo um grande trabalho com Luciana Azevedo e equipe, e existia uma Secretaria Especial de Cultura, com seus papéis mais simplificados. Quando o governador cria a Secretaria de Cultura ele aponta claramente para uma visão estratégica de ampliação do papel da cultura. Na criação em si, na concepção que estamos levando, pensei no papel da Fundarpe como a grande executora da política (um organismo vinculado à Secretaria de Cultura, com um papel executivo muito forte - com um setor de produção, um setor de gestão, com um setor de equipamentos). O Funcultura e o setor de preservação, por definição da Fundarpe, permanecem como suas atribuições. Não tinha muito sentido eu tirar o patrimônio: é algo que está nome da própria Fundarpe e seria necessário modificar algumas leis. Todas as outras partes de elaboração estão na secretaria. Criamos uma ideia de que não há uma separação. Temos uma secretaria que elabora, planeja, faz propostas para as políticas culturais e para formação. A estrutura não é ainda ideal. Precisaremos ampliá-la, dado a importância da extensão das políticas que já vinham sendo realizadas. Isso implica o estudo da possibilidade de concursos públicos (para se ter um quadro vinculado à própria secretaria). De uma maneira geral ainda precisamos de mais pessoas, já que se trata de um número pequeno (hoje são 70 comissionados). Algo que está em estudo e faz parte do plano a ser pactuado. O desafio é grande. De montar, estruturar, pegar o que já vinha sendo feito e fazer com que isso se amplie, se consolide, se regionalize, que a gente atenda ao tradicional e à vanguarda, que a gente continue atendendo aos instrumentos de democracia: os editais, as reuniões de conselhos.

Um dos pontos mais criticados na gestão anterior da Fundarpe foi a falta de um olhar curatorial autônomo para cada equipamento. Haverá uma transformação neste sentido?
Alguns equipamentos que têm uma vocação para ser um centro para certas manifestações, como é o caso da Torre Malakoff (espaço para a fotografia e música, por exemplo). Outros são mais específicos, como os museus e cinemas. A intenção é expandir a ideia das curadorias, dos conselhos, fazer com isso tenha um bom funcionamento. Outra ideias é investir em centros destinados a múltiplas linguagens.

Na gestão anterior, não houve um desequilíbrio em relação ao que foi investido em eventos sazonais e o que foi investido na estrutura dos equipamentos?
A intenção é termos todos os equipamentos abertos, equipados e com condições de funcionamento. Isso não é nada gigantesco, mas básico. Mesmo que pequeno, o gestor poderá contar com um orçamento para oficinas e exposições, por exemplo.


Figura discreta

Fernando Duarte é uma figura discreta. Nos mais de quatro meses enquanto secretário, pouco se pronunciou em público e não rebateu nenhuma crítica à antiga gestão da Fundarpe. Segundo o secretário, o motivo da discrição pode ser lida em um plano de ação (já finalizado) que apresentaria no mês passado ao governador do estado, não fosse o atraso de agendas em função das chuvas. No plano, estão detalhados o orçamento para cada setor e linguagem abrigados pelo novo órgão. De acordo com o secretário, o conteúdo deve se tornar público nos próximos dias, após aprovação final de Eduardo Campos.
"Não vou falar do que eu não vou fazer, já que isso só posso fazer quando tudo estiver compactuado com o governo como um todo. Estamos em pleno processo de um sistema de produção de cultura, buscando que este sistema tenha um orçamento garantido para cada ente; uma estrutura (de equipamentos - o que supõe um orçamento e recursos humanos que faça a coisa funcionar); e por último uma política definida. É fundamental que você tenha ideias, formas políticas que definam o que é estratégico. O quanto vou fazer vai depender da pactuação com o governo", pondera Duarte.
Não obstante a discrição do secretário, alguns pontos do plano já circulam nos corredores da secretaria. O projeto Nação Cultural, por exemplo, deve ser levado às escolas e os alunos estimulados a produzir conteúdo para o portal do projeto; os festivais serão mais descentralizados (o Festival de Inverno de Garanhuns, por exemplo, ganhará ações e atrações em cidades vizinhas); outro investimento dado como certo é que alguns equipamentos do interior como Cinetetaro Polytheama, em Goiana, e o Cineteatro Guarany, em Triunfo, ganharão programação para todo o ano; além disso, as ações da secretaria se aproximarão das linhas do programa social Pacto pela Vida.

Na esteira das novas ações, Duarte antecipa um "plano de conservação e preservação de todos os equipamentos". Sobre os pagamentos pendentes e dívidas assumidas por Luciana Azevedo, Duarte reafirma a posição da atual presidência da Fundarpe: "Questões pontuais, como empenhos cancelados, estão sendo providenciadas ao longo do tempo".

Rosana Simpson

quarta-feira, 16 de março de 2011

SANTINO CIRANDEIRO

Santino Justino de Souza, trabalhador rural, nascido em 19 de novembro de 1940 na cidade de Macaparana, interior de Pernambuco. Filho de agricultores, mudou-se ainda criança para a zona rural de Nazaré da Mata onde viveu no Engenho Corte Grande, depois conhecido como Engenho Junco...

Esta, poderia ser a história de mais um trabalhador rural do nosso estado, mas ela vai além.

Mestre Santino Cirandeiro, como é conhecido, é um verdadeiro artista popular. Aos oito anos despertou paixão pelos folguedos de sua época admirando-se facilmente pelos maracatus, cirandas, cavalos-marinhos, caravanas rurais (bloco rural), cocos de roda e caboclinhos, passando logo a protagonizar tais folias. Aos quinze, ainda morando no antigo engenho Junco, participava das festas do período de safra da cana de açúcar cantando ciranda junto aos grandes mestres da época como: Charles Pedro, Antonio Praia, o saudoso Genuíno e Laurindo, do Engenho Caricé. Em 1967, torna-se Mestre do Bloco Rural Estrela de Prata, e recebe o título de Mestre Santino Cirandeiro. Ainda nesta época, sai da Zona Rural e vai morar em Nazaré da Mata onde atua como mestre do Boi Campeão. Em 1989 funda o grupo Ciranda Popular, e desde então se apresenta com o grupo nas festas tradicionais do calendário cultural de Pernambuco.  

Não é a toa que a Região da Mata Norte de Pernambuco é considerada um celeiro cultural. É de lá que saem os verdadeiros artistas populares da nossa cultura. É de lá que tantas gerações bebem da fonte de uma arte que mais parece embalsamar as dores de um cotidiano nada fácil. É de lá que saem homens como Santino, um expoente da resistência cultural de Pernambuco. Um artista que se traduz na simplicidade sagaz de um um cirandeiro que vive de sua arte sem titubear. Aos setenta anos de idade e beneficiário do INSS como agricultor rural, continua participando ativamente da vida cultural da sua cidade se apresentando com alegria nas festas de rua, sítios, feiras e - quando convidado - nos palcos da capital.

Está é história de Santino Justino de Souza, melhor dizendo, Mestre Santino Cirandeiro, que no próximo domingo vem ao Recife festejar o lançamento do seu tão esperado CD “Flor de Laranjeira”, que teve apoio fundamental do Funcultura, lei de incentivo à cultura do Estado de Pernambuco e de tantas outras pessoas que se dedicaram para realização deste trabalho.

A festa é aberta ao público e uma ótima opção para um fim de tarde com a família e amigos. O evento acontece na Torre Malakoff (Recife Antigo) a partir das 19 horas e além do Mestre Santino com sua Ciranda Popular, se apresenta no local o animado Boi Maguari.
Venha participar dessa festa!

Serviço:
Lançamento do CD Flor de Laranjeira do Mestre Santino Cirandeiro
Local: Torre Malakoff (Recife Antigo)
Horário: a partir das 19h
Abertura: Boi Maguari

Mais informações: santinocirandeiro.blogspot.com
 

Realização: Terno da Mata Produções
Sergio Melo (81) 8810-3998



Bianca Simpson: Pro 4 - promoção . produção . projetos


Rosana Simpson
  








quarta-feira, 26 de janeiro de 2011




 Palavras Ao Vento 

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento
Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momento
Palavras, palavras
Palavras, palavras
Palavras ao vento
Palavras apenas
Apenas palavras pequenas
Palavras


(by Cássia Eller)


Rosana Simpson 
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MÚSICA FICA COM OS TRÊS PRIMEIROS LUGARES DO VESTIBULAR DA UFPE 2011

Candidatos de música e alunos de escolas públicas surpreendem com ótimo desempenho

Do JC Online - Publicado em  21.01.2011, às 13h13

Após anos a fio em que as primeiras colocações no Vestibular da UFPE eram conquistadas por cursos tradicionais como medicina e direito, a seleção de 2011 trouxe como maior surpresa os três primeiros lugares gerais ocupados por candidatos ao curso de música. Outra novidade histórica é que as oito primeiras notas da listagem geral são de estudantes de escolas públicas.
"Eu achava que não podia me comparar com os candidatos de medicina, mas essa minha conquista fica como exemplo de que nós, alunos de escolas públicas, podemos chegar lá. O importante é não desistir, não desacreditar do próprio potencial e 'sugar' ao máximo o que os professores  têm a nos ensinar. Também é importante confiar em Deus, eu fiz a minha parte, mas sem dúvida o mérito é dele", avalia com humildade Davi Barbosa Campos, 21 anos, aluno da escola estadual Marechal Costa e Silva, em Abreu e Lima, clarinetista há quatro anos da Orquestra Sinfônica Jovem. 
O reitor da UFPE, Amaro Lins, defendeu que o resultado é uma benfazeja repercussão de que a valorização do conhecimento seja democratizada, e que músico deve ser tão valorizado quanto um médico, advogado ou engenheiro. Argumentou ainda que há uma atual política da instituição de reconfigurar o curso. Será feito um novo prédio no Campus somente para o ensino de música, com projeto acústico elaborado pelo mesmo arquiteto que projetou a Sala São Paulo, uma das mais referenciadas do Brasil. 
O cálculo da nota final para o candidato de música é diferencial. Além das notas do Enem, a primeira fase do vestibular leva em consideração a nota da prova de Solfejo, etapa prática de conhecimentos melódicos. O primeiro lugar geral e outros candidatos aos mesmo curso conseguiram a nota máxima no exame específico, o que elevou suas notas em relação aos outros alunos avaliados somente pelo resultado no Enem. Davi, por exemplo, obteve no Enem argumento entre 500 e 600 pontos, considerado regular.
Na segunda fase, Davi Barbosa Campos conseguiu a façanha inédita de também tirar 10 na prova prática de execução de instrumento. Tal nota também é pontuada na média final da segunda fase, juntamente com os números de português, língua estrangeira e história. Ao fim, 8,5923 foi a nota que Davi viu publicada no listão. 
O fera, o segundo e o terceiro colocados foram ainda contemplados com um acréscimo de 10% na nota final, graças ao critério imposto em edital de que o aluno que prestou todo o ensino médio de escola pública tem direito a um bônus de 10% da nota em seu resultado total. Neste ano, o bônus foi estendido para o aluno de qualquer escola do País, não mais apenas para pernambucanos.
"Estamos dizendo à sociedade que a política de inclusão social adotada é bem sucedida. São alunos que provaram que têm competência para serem alunos das universidades federais públicas. No caso do curso de música, a perspectiva de avaliação e de aferiação dos resultados também passou desde o ano passado a levar em consideração o resultado de habilidade específica. Antes entravam muitos alunos que tinham pouca experiência e intimidade com o instrumento, hoje a seleção é mais adequada ao aluno que tem talento", avalia a professora Lícia Maia, presidente da Covest.
O processo de aferição do resultado final e a obtenção diferencial de nota para o curso de música promete causar polêmica. Há o questionamento de que a aplicação de uma prova de outra natureza, neste caso a prática, para um grupo específico, coloca em xeque o princípio da isonomia na avaliação e no ranqueamento das colocações.
Na concorrência da seleção do ano passado, música/licenciatura registrou cinco candidatos disputando uma vaga. Já bacharelado em música/instrumento/clarinete, que garantiu o primeiro lugar para Davi, teve apenas quatro candidatos por vaga. Medicina, que tradicionalmente ficava com os primeiros lugares, teve quase trinta candidatos por vaga. Antes dos novos critérios estipulados desde a edição 2010 do vestibular, música, um curso não tão concorrido, nunca figurou entre os primeiros colocados anteriomente. Veja o histórico dos primeiros colocados na UFPE.

HISTÓRICO DOS PRIMEIROS COLOCADOS DA UFPE

2011      Música (BAC), M úsica (LIC), Música (LIC)
2010      Jornalismo, Direito, Engenharia
2009      Física (BAC), Direito, Engenharia da Computação
2008      Engenharia Civil, Medicina, Ciência da Computação


Rosana Simpson 
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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

JANEIRO DE GRANDES ESPETÁCULOS


 


    Rosana Simpson 
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SAWABONA

"SAWABONA"
por Flávio Gikovante



Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual existe individualidade, respeito,alegria e prazer de estar junto e “não mais” uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.


A  idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. 

Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização, que historicamente tem atingido “mais a mulher”. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. 
Se sou manso ele deve ser agressivo, e assim por diante. 
Uma idéia prática de sobrevivência e pouco romântica, por sinal.  
  
A palavra de ordem deste século é parceria.
Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. 
Eu gosto e desejo a companhia, mas “não preciso” o que é muito diferente! 

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. 

Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. 

O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. 
Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma.



É apenas um companheiro de viagem.

O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se relacionando, para se adaptar ao mundo que fabricou. 

Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. 
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. 
Visa a aproximação de dois inteiros “e não” a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. 

A solidão é boa. Ficar sozinho não é vergonhoso. 
Ao contrário, dá dignidade a pessoa. 
As boas relações afetivas são ótimas.   
São muito parecidas com o ficar sozinho. 
Ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem!

 
Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. 

Cada cérebro é único! 

Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. 

Muitas vezes pensamos que o outro é nossa alma gêmea e na verdade o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. 


Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um “diálogo interno” e descobrir sua força pessoal.   

Na solidão o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo,  e ao perceber isso ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.  

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.

Nesse tipo de ligação há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. 
Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. 
Algumas vezes temos de aprender a perdoar a “nós mesmos”.

“Sawabona” é um cumprimento usado pelos povos do sul da áfrica e quer dizer:

Eu te respeito! Eu te valorizo! Você é importante pra mim!

Sawabona prá você!!!
 
Rosana Simpson 


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

FESTIVAL DE MÚSICA CARNAVALESCA 2010/2011




Com base em Lei Municipal, a Prefeitura do Recife anualmente promove o Concurso de Música Carnavalesca. Na verdade a Lei deve ter pelo seu princípio a promoção e preservação do frevo, já que merecidamente é o cartão-postal do Recife. Contudo, há anos que esse evento é cercado de atropelos os mais variados, a começar da data do Edital e culminar com a produção e lançamento do CD, regra geral acontecendo de forma anacrônica em razão dos seus objetivos. Já tivemos um concurso em que chegou o CD, mas o encarte não deu tempo de ser feito...

Sempre questionei e afirmei que o problema jamais repousou nos compositores nem tampouco na direção musical, ou seja, ambos sempre cumpriram seus papéis no contexto. 
O que sempre faltou foi estrutura organizacional, e mesmo vontade política de fazer e fazer bem feito como sendo um compromisso cultural e não um simples cumprimento da Lei.

Vale ressaltar o esforço e competência do maestro “Nenéu Liberalquino” que extrapolava assuas alçadas dentro do possível, para que o concurso fosse feito da melhor forma.

É voz unânime dos compositores que sua conduta e empenho sempre foram irrepreensíveis nesse contexto.

No concurso de 2010 os rumos foram mudados. Reconhecemos que toda uma infra-estrutura foi oferecida para esse mister e vemos agora um bom resultado, confirmando nossa constatação de que faltavam “gestão e vontade política”.

Ainda falta uma mídia mais intensa e a divulgação do edital bem mais cedo. 

Aqui fica uma sugestão: por que não divulgar o edital no dia 12 de março, data do aniversário da cidade do Recife?

Teríamos tempo suficiente para promover o festival e todos os seus desdobramentos até o lançamento do CD, que poderia ser na semana da música ou mesmo no dia do músico 22 de novembro de cada ano.

Desta feita foi dado um passo nessa caminhada que não deve parar e sim, ser aprimorado para não fazer somente por fazer. Fazer sim, com qualidade e compromisso com a nossa cultura carnavalesca.

Enfim, o Recife agradece, o frevo merece e os compositores terão mais entusiasmo para criar cada vez melhor suas obras musicais.



Por Luiz Guimarães Gomes de Sá
Publicado em Opinião – Diário de Pernambuco -  05.01.2010





Rosana Simpson 
www.kwanza.com.br 

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

GALO NÃO VAI MAIS PASSAR PELA RUA DA CONCÓRDIA

 >>> Mudança geral <<<
O percurso do desfile do Galo da Madrugada, conhecido internacionalmente como o maior bloco de carnaval do mundo - vai mudar. A partir do carnaval de 2011, a agremiação deixa de passar pela Rua da Concórdia, um dos pontos mais tradicionais do desfile. A mudança, anunciada esta tarde pela Secretaria de Defesa Social (SDS), Prefeitura do Recife (PCR) e pelos representantes do bloco, tem o objetivo de dar mais segurança aos foliões.
O novo itinerário começa na Travessa do Forte das Cinco Pontas, passa pela rua Imperial, Praça Sérgio Loreto e, ao inveés de seguir pela rua da Concórdia, pega a Dantas Barreto e depois segue pela avenida Sul, rua Saturnino de Brito, rua Imperial, do Muniz e volta para a Dantas Barreto, segue pela rua do Sol e dispersa na Praça da República.
De acordo com a SDS, a medida foi tomada depois que vistorias realizada pela pasta, técnicos da PCR, do Ministério Público de Pernambuco (MMPE) com o apoio do agremiação, apontaram para ocorrências de pequeno, médio e grande proporção na rua da Concórdia, via que deixará de fazer parte do percurso.
Após a realização de várias reuniões técnicas realizadas por integrantes da SDS e de seus órgãos operativos (PM, BM e PC), da Prefeitura da Cidade do Recife e representantes da diretoria do Bloco de Máscaras Galo da Madrugada, foi elaborado um estudo com a proposta de um novo percurso da agremiação carnavalesca para o desfile de 2011.

07/12/2010 | 14h25 | Mudança
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
 

Rosana Simpson 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Primeiro pronunciamento da presidente Dilma

Primeiro pronunciamento da presidente Dilma

Rosana Simpson
www.kwanza.com.br

Finalmente uma mulher na Presidência da República!!!



Um belo dia tudo chega ao fim.., não é verdade? A era da mudança já começou a acontecer há algumas décadas atrás. Graças a Deus, pudemos de fato mais uma vez “exercer” a democracia plena e pura! Fizemos valer as grandes lutas dos nossos “irmãos que morreram” - por isso - e - por causa disso - , na época da ditadura militar. Quantas mães e pais morreram, sem achar seus filhos queridos? Quantos ainda estão procurando seus “filhos”, que foram torturados, mortos e enterrados não se sabe onde..., apesar de estarem já bem velhinhos??? A esperança deles é a mesma de muita gente, melhor dizendo, do povo brasileiro! Não podemos esquecer de jeito nenhum, as lutas travadas por liberdade de expressão no Brasil! Não podemos nos esquecer do passado, que é a única referência para o presente e para o futuro.

 Finalmente, a democracia brotou... da luta do povo e  com ela vieram os erros, os acertos e as grandes mudanças e muitas evoluções!!!

Vamos acreditar "sim!!!" que uma mulher "pode!!!" e "deve!!!" ser a PRESIDENTE DO BRASIL!!!

E por que não???

Será que no desenrolar dos anos não foi mais do que provado para o mundo inteiro que competência e capacidade independem de gênero...? De ser homem ou mulher???

Se as coisas não derem certo com a Dilma, paciência... temos a plena consciência de que exercitamos a nossa democracia. Confiamos em Lula e nela!!!

Agora..., quero lembrar que não se deve “esquecer” dos governantes (...homens...) anteriores, que sempre nos provaram e mostraram mais do que suficiente o que é “corrupção, desrespeito e despreparo” na administração governamental.

O povo, que sempre sofreu na pele com os todos os descasos, espera que esta nova forma de governar resolva os grandes e graves problemas.

Estamos vivendo a era da Mulher!!!

Vamos mentalizar que o Brasil quer e vai evoluir!!!

A mulher atual está mais engajada, mais informada, mais “ela”, como mostram as estatísticas, que comprovam que o “chefe de família” hoje no Brasil é a Mulher. Acredito na mudança, na capacidade feminina de administrar (sem as testosteronas todas) que infelizmente insuflam as guerras em todo o planeta!

Ao contrário deles, a mulher é geradora de vida, mãe, trabalhadora, batalhadora, guerreira e administradora inata!!!

Muitas e muitas foram, são,  e ainda serão ...“Pães”... ou melhor, pai e mãe ao mesmo tempo, exercendo dupla responsabilidade, cumprindo inteiramente o seu dever para com os filhos, além de ser excelente profissional.

Acredito na força e na inteligência da mulher!
Estou feliz porque exercemos novamente a democracia de forma limpa e saudável!

 Viva a mulher brasileira, que na sua grande maioria, é sem dúvida "mais macho que muito homem!!!"

Que Deus ilumine mais e mais esse nosso Brasil!!!

Por Rosana Simpson
http://www.kwanza.com.br/


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SÓ PARA NÃO ESQUECERMOS O QUE ELES DISSERAM EM CAMPANHA:
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EDUARDO CAMPOS
"No dia 3 de outubro, vamos ligar para Lula daqui e dizer que a maior vitória de Dilma foi em Pernambuco"
"Não vamos estragar esse momento bonito para dar lugar a uma rinha de galo. Isso é coisa da política antiga. O povo não quer isso"
"Lula fez muita coisa em Pernambuco sem vender patrimônio público"
"As oposições não entendem de povo nem de Brasil"
"Hoje é o dia de dizermos 'Muito obrigado, Lula'"


DILMA ROUSSELF
"Nós vamos assegurar que Pernambuco seja este Estado que mais cresce no Brasil"
"Quero fazer por Pernambuco igual como lula fez, levar Pernambuco pelo caminho do desenvolvimento"
"Nós mulheres somos capazes de cuidar, até porque nós passamos a vida cuidando de nossas famílias".
Depois de um operário, o Brasil pode sim ter uma mulher dirigindo este que é o maior País da América Latina. Agora, é a vez de Lula"
"O presidente Lula, apesar da popularidade que tem, não mudou as regras do jogo como outros",.
"Agradecemos a Lula, porque esse governo colocou o País de cabeça erguida".
"Cuidar de Pernambuco como o presidente Lula fez"
"Erradicar a pobreza é o meu primeiro compromisso".


PRESIDENTE LULA
"Não vou sair triste no dia 1º de janeiro. Saio de cabeça erguida porque sei que no meu lugar, ficará uma pessoa preparada para fazer mais do que eu fiz pelo Brasil".
"Um torneiro mecânico sem diploma universitário foi o presidente que mais fez universidades e escolas técnicas na história desse País".
"Acho que sofri todos os preconceitos. Ser nordestino, não ter diploma, falar errado. Mas descobri com Paulo Freire que as pessoas entendiam o que eu falava"
Se eu pudesse, transferia o voto para vir votar em Eduardo Campos. Mas a dona Marisa vota em São Bernardo e eu tenho que acompanhar ela".
"Desde que eu era pequeno, ele já era político. O que ele trouxe para Pernambuco?" (O alvo é Marco Maciel )
"Tenho acompanhado as pesquisas. Do jeito que a coisa está, o adversário de Eduardo vai ficar devendo pontos no final da eleição"
"É importante votar nos nossos candidatos, para que depois nenhum picareta venha querer estragar a revolução que Eduardo Campos está fazendo em Pernambuco".
"Ainda tenho mais quatro meses de mandato. Tem caneta para fazer muito estrago".
"Ainda tem caneta para fazer miséria nesse país".

DILMA ROUSSEFF
 PRIMEIRA MULHER PRESIDENTE DA REPÚBLICA DA HISTÓRIA DO BRASIL